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Döhler completa 139 anos de história

No dia 6 de dezembro, a Döhler completa 139 anos de história. Para celebrar essa data tão importante conversamos com o senhor Ingo Döhler, que trouxe em seus relatos as recordações da trajetória de sucesso da empresa.

 

A Döhler foi fundada em 1881 pelo bisavô de Ingo, Carl Gottlieb Döhler e com a ajuda da família, na antiga Colônia Dona Francisca, atual Joinville. Hoje, os Döhler são a 3ª geração da família e buscam incentivar seus filhos a dar continuidade à empresa. “Meu pai morava do lado debaixo e meu tio acima, entre as duas residências ficava a Döhler. Nós crescemos brincando dentro da fábrica”, conta Ingo. Na época, a empresa era pequena e tinha no máximo 25 empregados. Atualmente, a Döhler tem mais de 3 mil colaboradores trabalhando em um parque industrial de 200 mil m², onde são produzidas 1.400 toneladas de tecidos por mês.

 

Como tudo começou...

 

Quando o bisavô de Ingo se mudou para Joinville, a cidade tinha apenas 30 anos e a Alemanha passava por altos impostos de Otto von Bismarck. “Ele escolheu Joinville porque na Alemanha era uma época de muita dificuldade. Quando chegou ao Brasil, o início também foi difícil, o clima era totalmente o contrário do País de origem. Ele veio pensando em ser agricultor, mas percebeu que a terra era imprópria para isso, e foi aí que resolveu fazer o que já sabia e trazia na bagagem”. Ele tinha a experiência de oficial de tecelagem e era proprietário de uma oficina na Saxônia, sua terra natal.

 

Ingo conta também que sua bisavó trouxe um pouco de fio na mala, seis quilos de fios para ser mais preciso, e o bisavô construiu um tear manual para produzir camisas e calças. Era um tear rústico, de madeira, mas perfeito para o que almejava fazer com ajuda da esposa Ernestine. Nele, era possível fabricar tecidos xadrez e de brim. O dia 6 de dezembro de 1881, data também que Carl completou seus 36 anos, marcou o nascimento da primeira amostra de tecido fabricada pela Döhler. Usou um copo de cachaça para comemorar o início. O tear pode ser visto no museu da Döhler. 

 

Naquele tempo, o tecido vinha da Inglaterra, explica Ingo. Segundo a história da família, somente alguns dias após a confecção de sua primeira amostra de tecido, Carl recebeu os primeiros fios de algodão em branco e azul índigo, pelo agenciamento do amigo alemão Hermann August Lepper. A primeira peça ficou pronta em janeiro do ano seguinte, e eles venderam em três horas na vizinhança de Joinville.

 

Experiência e profissionalização

 

A fim de se profissionalizarem, Ingo e o primo Roland foram estudar no Rio de Janeiro, onde se formaram em 1º lugar na turma em Técnico Têxtil. Naquele tempo ainda não existia curso superior na área. Com a formação, como a Döhler ainda era muito pequena não tinha oportunidade de vaga para ele, Ingo foi trabalhar em Minas Gerais.

 

Após vários envios de currículos, foi aceito em uma empresa de Tecelagem que fazia camisaria na cidade mineira. “A fábrica lá já era vertical, ou seja, faziam desde a produção do fio até o produto. O técnico era um húngaro, com quem aprendi muita coisa”, conta.

 

Com a experiência, voltou para Joinville com a ideia de aplicar o processo de urdir e tecer cru que aprendeu com o húngaro, buscando modernizar a empresa. “Na época, tínhamos pouco conhecimento em estamparia, então terceirizamos. Depois de um tempo decidimos montar nossa própria estamparia. Lembro com detalhes das primeiras três mesas de estamparia que nós montamos com as próprias mãos”, recorda.

 

E foram evoluindo a cada passo. No início, a família comprou 6 teares Nardini e 1 máquina de estampar automática. E, após meio ano, já estavam comprando mais 6 teares e outra máquina. “O progresso foi muito grande, vertiginoso, fomos construindo mais máquinas de tecer, adquirindo tecnologia”, relembra Ingo.

 

Sucesso e evolução

 

Em 1885 a empresa já era a única fornecedora do mercado e contava com 34 mil consumidores, que procuravam a Döhler para compra de roupas para usar no dia a dia, lençóis e toalhas. Com o tempo, além do brim, a Döhler passou a oferecer tecidos mais finos para outros tipos de roupas, lenços e cachecóis. 

 

Mas, nem sempre a demanda foi maior que esperavam e a família Döhler era resiliente nas mudanças. Na época, Carl, a esposa e os filhos operavam o tear e, logo depois, a oferta estava maior que a demanda, fazendo com que passassem por uma nova adaptação de mercado. Eles tiveram que negociar o excedente, trocando tecidos por produtos agrícolas nas localidades que conhecemos hoje como as cidades de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre. Mas, com dez anos de trajetória têxtil, Carl e seu filho Alexandre importaram da Inglaterra o primeiro tear de ferro da colônia, um Butterworth, instalado na rua Albertstrasse, hoje conhecida como Alexandre Döhler. 

 

Outra adaptação estava na evolução da tecnologia das máquinas. Para entender esse processo, Ingo passou três meses na Europa. Acompanhar a inovação tecnológica está no centro das preocupações da Döhler até hoje para garantir a qualidade e a evolução de seus produtos. “Está no nosso sangue conseguir fazer algo que os outros não fazem, coisas mais difíceis. Até então fazíamos somente toalhas de mesa, panos de copa, coisas para o lar, até que começamos a pesquisar outros mercados e entramos na área de tecidos industriais”, conta. 

 

Há uns 60 anos, a Döhler passou a fazer cobertura de colchões e mais tarde entrou para a área de calçados, onde fazia tecido para a indústria de calçado, não só como forro, mas com o cabedal completo. Com isso, a Döhler se tornou o maior fornecedor de tecido para calçados do País nos anos 70. Depois, o Brasil passou a importar calçados prontos da China. “Foi uma época muito difícil para a empresa, por isso, novamente, procuramos outros mercados, como malas de viagem, bolsas, enquanto a linha comercial cama, mesa e banho caminhava muito bem”.

 

E assim foi até recentemente, a Döhler sempre está se adaptando ao mercado e às tendências da época. "O Brasil voltou a produzir calçados, então a Döhler voltou a fornecer tecidos para calçados com o cabedal pronto, com desenhos exclusivos para cada marca, abrindo um novo horizonte, tendo apenas uma concorrente no País", conta Ingo. 

 

Com essa bela trajetória, podemos dizer que o sucesso da Döhler se deve a muito trabalho. “Não tem outro segredo! Trabalhávamos 7 dias por semana, 16h por dia, não tínhamos descanso. E quando não tinha serviço na fábrica no fim de semana, ia pegar lenha no mato”, assume Ingo.

 

A família Döhler aprendeu desde cedo o que é correto, o que é honestidade, princípios de ética e de trabalho. Esses princípios são levados até hoje pela empresa em suas campanhas de sustentabilidade, crescimento profissional e proximidade com os clientes. Estamos muito felizes em comemorar essa data com todos os nossos colaboradores e fazer parte também da história de Joinville. 

 

Gostou de conhecer a nossa história? É uma alegria compartilhar nosso sucesso e gratidão aos nossos colaboradores e consumidores.  

 

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